Requisitos de Conservação de Alimentos em Embalagens Flexíveis
205
Dentre as estruturas laminadas que vêm sendo utilizadas neste mercado,
pode-se destacar: BOPP/BOPP, PET/PE, PETmet/PE, BOPP/PETmet/PE,
PET/BOPPmet/PE,
PET/PE/PETmet/PE,
PEmet/PE
e
PETmet/PA/PE,
PE/coexPE, sendo que a camada interna, expressa como PE nestes exemplos,
pode ser um filme coextrusado, à base de poliolefina.
A abertura do mercado propiciou o acesso ao suprimento regular de
materiais avançados, a exemplo de resinas ionoméricas, do polietileno de baixa
densidade linear e plastômeros derivados de catalisadores metalocênicos,
conferindo melhor desempenho ao filme quanto à maquinabilidade,
hot
tack
,
estanqueidade da embalagem e resistência à perfuração pelos grânulos
pontiagudos do produto seco.
A sofisticação da embalagem para ração iniciou-se pelo aprimoramento da
impressão para conquistar o comprador por meio de maior apelo visual.
Atualmente, tem-se procurado diferenciar a embalagem agregando-lhe valor,
sendo as principais alternativas, o fecho com zíper, que permite que a embalagem
seja fechada novamente, o uso de alças para facilitar o transporte e a embalagem
de fácil abertura. Estas opções conferem conveniência à embalagem, atendendo a
requisitos importantes para o consumidor.
Sacos com papel metalizado também são utilizados nos EUA para
acondicionar rações para cães (PURINA..., 1999).
No mercado internacional, no setor de alimentos para aves e pequenos
roedores, estruturas como OPA/PE e PA/PE são utilizadas em embalagens a
vácuo (GRUPPO GOGLIO, 1999). Para cães e gatos, uma nova embalagem a
vácuo em PET/PA/PE para 1,5kg de ração, proporciona uma maior vida-útil e
melhor qualidade ao produto (VACUUM..., 1995).
Por outro lado, tem-se buscado também novos formatos de embalagem
flexível em substituição ao convencional saco plano de três soldas. As principais
opções são a embalagem auto-sustentável e os sacos sanfonados. Uma opção
recente é o saco de seis soldas que permite boa sustentação da embalagem e
total aproveitamento dos quatro painéis que formam o corpo da embalagem.
Os alimentos úmidos, conforme mencionado anteriormente, são tratados
termicamente à temperatura da ordem de 121°C, de forma a poderem ser
comercializados à temperatura ambiente. Com isto, tornam-se livres de
microrganismos deterioradores, apresentando uma vida-útil que varia
principalmente em função das propriedades de barreira da embalagem, desde que
seja mantida sua integridade.
Exige-se da embalagem plástica esterilizável para produtos úmidos:
resistência à temperatura de esterilização;
resistência mecânica suficiente para suportar os esforços do tratamento térmico;
excelentes propriedades de termossoldagem;
barreira ao oxigênio;
barreira ao vapor d’água;
1...,156,157,158,159,160,161,162,163,164,165 167,168,169,170,171,172,173,174,175