19. Pet Foods
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susceptíveis são à oxidação, exigindo materiais de embalagem que ofereçam boa
barreira ao oxigênio.
Substituindo grande parte do ar dentro da embalagem por um gás inerte
como o nitrogênio, há redução na concentração do oxigênio, o que reduz a
velocidade das alterações, conservando por um período de tempo maior o aroma,
o sabor, a cor e o valor nutricional do alimento. Neste procedimento, pode-se
reduzir a adição de conservantes.
Adicionalmente, sob o ponto de vista de proteção ao produto e garantia de
sua vida-útil, o material de embalagem deve ser barreira ao vapor d’água, barreira
à gordura, resistente à perfuração e apresentar boas características de
termossoldagem. Para atender a todas estas exigências, são utilizadas
combinações de diferentes materiais, como as estruturas multicamadas laminadas
e coextrusadas. De modo geral, os materiais utilizados são:
barreira ao oxigênio: folha de alumínio, filme de poliéster (metalizado com alumínio
ou não), poliamidas e outros substratos metalizados como BOPP e polietileno;
barreira ao vapor d’água: polietilenos de modo geral, BOPP, BOPP ou outros
substratos metalizados como BOPP, PET ou polietileno e a folha de alumínio;
resistência mecânica: polietilenos de baixa densidade, lineares, metalocênicos e
sua misturas, ionômeros, polietileno de alta densidade, poliamidas e poliéster;
fechamento: os polietilenos, especialmente os metalocênicos, e suas misturas
e ionômeros;
barreira à gordura: ionômeros, polietileno de alta densidade, PE
metalocênicos, poliéster e filmes metalizados.
O saco monocamada feito a partir da mistura de PEBD e PEBDL é uma
embalagem convencional no mercado, utilizada em produtos mais populares,
principalmente para grandes porções (maior que 10kg), devido às suas
características de resistência mecânica.
O uso de filmes coextrusados está se difundindo com rapidez no mercado
de
pet food
, a exemplo de estruturas como PEBDL/PEAD/PEBDL, que melhoram
a barreira ao vapor d’água e a rigidez, além de possibilitarem a comercialização de
filmes com menores espessuras do que as dos sacos monocamada, produzidos a
partir de misturas de PEBD e PEBDL. A camada interna de ionômero é outra
opção para a coextrusão, melhorando as características de selagem da
embalagem, a resistência à gordura e a perfuração. O ionômero, quando utilizado
na camada interna de filmes coextrusados, supera o PE metalocênico em quesitos
como rigidez e barreira à gordura, além de sobressair-se em termos de resistência
à perfuração, faixa de temperatura de selagem e selagem sobre contaminantes.
Filmes coextrusados, que posteriormente são laminados com PE, PP, PET
ou BOPP, impressos e metalizados ou não, vêm sendo considerados um avanço nas
embalagens de rações. Estruturas de três a cinco camadas aumentam a barreira à
permeação de gordura, ao vapor d’àgua, a resistência à perfuração e o laminado
aumenta o brilho e protege a impressão.
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