16. Carnes, Aves, Pescados e Derivados
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O acondicionamento a vácuo de produtos cárneos curados e defumados
pode ser feito em sacos pré-formados, utilizando-se máquinas com câmara a
vácuo. Outra forma de apresentação do produto a vácuo é em embalagens
flexíveis ou rígidas termoformadas. Ambos os sistemas são similares aos
apresentados para carne fresca.
Além da barreira ao oxigênio, o material de embalagem deve apresentar
baixa taxa de permeabilidade ao vapor d’água, para evitar a desidratação
superficial, que causa problemas de descoloração e perda de peso. Também deve
ser barreira a aromas e ter boa resistência mecânica, para reduzir danos de
abrasão e perfuração nas operações de manuseio e distribuição. A camada
interna da embalagem deve apresentar boas propriedades de
termossoldabilidade, mesmo em áreas eventualmente contaminadas pelo produto,
para minimizar problemas de vazamento e conseqüente perda de vácuo.
Para a utilização em máquinas automáticas, exige-se do material de
embalagem características que permitam alta produtividade, como coeficiente de
atrito compatível com a velocidade e tipo de equipamento, boas propriedades de
tração e alongamento, baixa temperatura de termoformação e de selagem. Boas
características de impressão, alta transparência e brilho também são desejáveis
para as porções e venda a varejo. Ainda é imprescindível que o custo da estrutura
seja compatível com a aplicação.
As estruturas contendo PA, PET, EVOH e PVDC, em combinações com
outros substratos como PEBD, EVA, PEBDL , ionômero e PEBDL metalocênico,
são utilizadas para produtos cárneos processados. Resinas como o EVOH, PVDC,
PA e PET funcionam na estrutura como barreira ao oxigênio. A PA, o PET e as
poliolefinas conferem à estrutura resistência mecânica. O PVDC e as poliolefinas
da camada selante apresentam boas propriedades de barreira ao vapor d’água. A
camada interna termosselante pode ser de PEBD, EVA, PEBDL , ionômero e
PEBDL metalocênico e suas misturas. As mesmas vantagem das poliolefinas
especiais em relação ao PEBD, citadas no item 16.2, para as carnes frescas a
vácuo, são válidas para as carnes processadas.
As opções de estruturas para filmes são inúmeras, como discutido no item
16.2. Alguns exemplos são: PA/PE, PEBD/PA/PE, PEBD/PA/EVA , EVA/PA/EVA,
PA/EVOH/PE, PA/EVOH/EVA PA/EVOH/PA/PE, EVA/EVOH/PE, PET/PE,
PET/ionômero,
PET/PA/PE,
PET/PEBD/PA/PE,
PETmet/PA/PE,
PETmet/PA/ionômero, BOPP/PA/PE, BOPP/PA/EVOH/PE. O PET é laminado a uma
poliolefina ou a uma estrutura multicamada barreira nas tampas de embalagens
termoformadas. Algumas vezes, o BOPP também é laminado a uma estrutura
multicamada barreira nas tampas. Os filmes termoformados normalmente apresentam
1 ou mais camadas de PA em sua estrutura, devido a boas características de
termoformação deste polímero. Algumas vezes um ionômero é misturado a PA para
obter-se melhor propriedade de termoformação. O PETmet pode ser usado em
estruturas para termoformação rasa, usada para produtos fatiados.
Os produtos cárneos e de aves processados também podem ser
comercializados em embalagens a vácuo tipo
skin pack
, que conferem ao produto
ótimo apelo visual e vida-de-prateleira semelhante àquela dos produtos
acondicionados em embalagens a vácuo tradicionais. Caso o produto curado seja
comercializado fatiado, em embalagens a vácuo tradicionais ou tipo
skin pack
, os
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