13. Sorvetes
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ser livre de componentes voláteis que podem migrar para o produto,
conferindo-lhe sabor/odor estranhos, a exemplo de solventes residuais,
monômeros, produtos de termodegradação de polímeros, entre outros;
apresentar boca larga e/ou sistemas de abertura que facilitem o consumo ou
permitam o consumo individual (barras, picolés, etc.);
apresentar um sistema de fechamento que desestimule e/ou evidencie
violações e fraudes;
apresentar aspecto atraente, moderno e que permita boa exploração gráfica
dos painéis, uma vez que grande parte do consumo desse produto se deve às
vendas impulsivas.
Muitas são as opções de embalagem para sorvete, uma vez que os
requisitos para sua conservação não são complexos e podem ser atendidos pelos
mais variados tipos e formatos de embalagem.
Nas linhas de produtos mais nobres e sofisticados, são empregadas
embalagens mais inovadoras em
design
e de aparência mais atraente. Para os
produtos populares é possível a utilização de embalagem mais simples e de custo
mais acessível.
Para sorvete em palito ou em barra, empregam-se invólucros flexíveis. Estes
invólucros são as embalagens mais usadas para sorvete em porção individual, sendo
que a estrutura verniz/papel/PEBD ainda é utilizada no País. Embora o verniz diminua
a absorção de água pelo papel nesse tipo de estrutura, essa proteção muitas vezes
não é suficiente, principalmente quando há flutuações na temperatura. Neste caso, a
embalagem poderá absorver muita água e perder sua rigidez, aderindo ao sorvete.
Uma estrutura alternativa para minimizar este tipo de problema é o laminado
verniz/Al/papel/PEBD. A função do papel é dar rigidez à embalagem. O alumínio
melhora o desempenho do laminado nos equipamentos de acondicionamento e
diminui os problemas de aderência ao sorvete, que normalmente ocorre quando o
papel absorve umidade. Além disso, o alumínio confere aparência nobre ao produto,
sendo usado para sorvetes especiais.
Nas estruturas de invólucros para sorvetes em palito e em barra, o PEBD foi
substituído, em grande parte, por um revestimento para selagem a frio, o
cold seal
,
que permite o fechamento da embalagem apenas por pressão das mandíbulas da
máquina de acondicionamento. A aplicação desse revestimento interno no filme é feita
em registro, ou seja, apenas nas regiões de fechamento da embalagem. O
fechamento a frio é uma opção excelente para produtos sensíveis à temperatura,
como os sorvetes, e permite um aumento da velocidade de produção.
Outras opções de estrutura para invólucros que vêm sendo utilizadas
nesse segmento são: BOPP/BOPPcoex, BOPP/BOPPmet/
cold seal
, BOPP/BOPP
perolizado/
cold seal
e PET/papel/PE, com espessuras totais entre 40 e 60
m.
Estes materiais, além de melhorarem a aparência do produto embalado, evitam a
absorção de água pelo laminado, não ocorrendo os problemas de aderência da
embalagem ao produto. Além disso, a estrutura com BOPP perolizado permite a
eliminação do uso do papel, mantendo a qualidade de impressão e a rigidez
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