14. Maionese e Molhos Cremosos
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oferecida pelo PET é superior à do PP, contudo, esta vantagem pode ser perdida
por um sistema de fechamento deficiente.
Para garantir a inviolabilidade da embalagem e a segurança do
consumidor, algumas empresas utilizam selos aplicados na boca do frasco. O tipo
de estrutura deste selo depende do material do pote e da forma de aplicação do
selo. Em geral são usados selos de alumínio, BOPP ou BOPP/papel/PE.
A comercialização de maioneses em embalagens cartonadas iniciou-se
recentemente no Brasil, ocupando hoje a segunda principal forma de comercialização
deste produto no mercado nacional (DATAMARK, 1998
apud
MAIONESE..., 1998).
A embalagem cartonada geralmente é constituída por uma estrutura
laminada de PEBD/cartão duplex/PEBD/Al/poliolefinas. O PEBD externo é
responsável pela proteção à impressão feita no cartão e fixação de abas. O
cartão, normalmente de celulose de fibra longa, recebe a impressão e é o
responsável pela rigidez e pela resistência mecânica da embalagem. A folha de
alumínio confere barreira a gases e ao vapor d’água, enquanto a poliolefina
interna promove a termossoldagem e a resistência a líquidos. Normalmente, a
poliolefina interna é um filme coextrusado.
Recentemente, as maioneses passaram a ser acondicionadas e
comercializadas em embalagens
stand-up
, utilizando o conceito de refil, com ou
sem válvula dosadora, que confere maior conveniência ao consumidor. O material
normalmente utilizado é o laminado PET-PVDC/PEBD+PEBDL. O PET confere à
embalagem resistência mecânica e, devido às suas propriedades ópticas,
excelentes características de impressão. O PVDC proporciona barreira ao
oxigênio, ao vapor d’água e à gordura. A camada interna é responsável pela
rigidez e integridade do fechamento da embalagem. A incorporação de PEBDL na
camada interna melhora as propriedades mecânicas da embalagem.
Frascos
squeeze
de PET com selo de alumínio e bisnagas plásticas, ambos
fechados com tampa de PP, também são utilizados para maionese.
Nos molhos para salada, o frasco injetado de PET com tampa de PP é a
embalagem mais utilizada pois além de conferir proteção ao produto, é de grande
conveniência no consumo.
Para o mercado institucional, a maionese pode ser encontrada em
baldes/potes plásticos de PEAD ou PP de 3kg. Essas embalagens podem ser
termoformadas ou injetadas e, neste caso, costumam ter maior resistência
mecânica e podem assumir formatos diferenciados. Quando o produto é
adicionado diretamente no balde plástico, este é termosselado com selos de
PETmet/PE ou PP. Outra opção é acondicionar o produto em sacos plásticos,
geralmente, compostos de filmes coextrusados à base de EVA ou PEBD,
contendo como material-barreira ao oxigênio, a PA, o EVOH ou o PVDC. Estes
sacos são fechados com lacres plásticos ou termosselados e, posteriormente,
acondicionados nos baldes ou mesmo, em caixas de papelão.
Maionese e molhos para salada costumam ser acondicionados em
porções individuais, na forma de sachês, com cerca de 8 e 10g de produto.
Geralmente os sachês são em laminados de PET/Al/PP ou PET/Al/PE. Estruturas
alternativas tendo EVOH como camada barreira também podem ser utilizadas.