Requisitos de Conservação de Alimentos em Embalagens Flexíveis
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desejadas. A desvantagem da estrutura com PET é a dificuldade de abertura, o
que é solucionado fazendo-se um pré-corte na embalagem, para facilitar a
abertura (ALVES, 1994).
Considerando-se o consumo individual de sorvete em massa, o mercado
brasileiro emprega copos plásticos em PP ou PS, ou casquinhas cônicas tipo
waffer
, envoltas em um laminado de Al/papel.
Quanto às opções de embalagens plásticas rígidas, destinadas a porções de
consumo familiar, os potes injetados de PEAD com tampas tipo
snap on
em PEBD
são muito utilizados para 2 litros de sorvete. Para dar maior flexibilidade ao pote, pode
ser utilizada uma mistura de PEAD com uma pequena quantidade de PEBD na
injeção dos potes. Esse tipo de embalagem apresenta elevada resistência mecânica,
inclusive a temperaturas abaixo de –15°C, não tem problema de absorção de
umidade, permite o refechamento da embalagem após consumo parcial e tem aspecto
limpo e agradável. Adicionalmente, pela sua durabilidade e seu sistema de
fechamento, a reutilização desse tipo de embalagem para armazenamento de
alimentos é muito popular entre as donas de casa brasileiras.
Como alternativas também são utilizados potes termoformados de PS e de
PP, em diversos tamanhos, para porções individuais ou familiares. Normalmente os
potes de PS apresentam formato retangular e tampas de encaixe também em PS
termoformado. O PS é um material de fácil termoformação, inclusive em profundidade,
é resistente à umidade e há muito tempo é uma opção para acondicionamento de
sorvete. Entretanto, seu desempenho mecânico é inferior ao do PEAD. Outro tipo de
embalagem que está entrando no mercado de sorvetes é o pote injetado de ciclo
rápido e parede fina em PP, com capacidade para 5 litros de sorvete, similar ao que
está sendo utilizado no mercado internacional (GALLO, 1999).
Os potes de PP hoje em uso apresentam tampas de encaixe, que também
podem ser termoformadas em PP. O desenvolvimento dessa alternativa foi
impulsionado pelo menor custo e aparência atraente das embalagens
termoformadas de PP, no Brasil. No entanto, a termoformação em profundidade
do PP foi resultado de um significativo desenvolvimento tecnológico por parte dos
fornecedores desse tipo de embalagem e lançamento de novas resinas.
Alguns potes de sorvete de 2 litros vêm sendo rotulados com filmes de PEBD
metalizados, aplicados na forma de mangas, que conferem boa apresentação ao
produto. A fim de garantir a inviolabilidade, os potes plásticos apresentam selos de
segurança em plástico termoencolhível, sobre o sistema de fechamento.
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