Requisitos de Conservação de Alimentos em Embalagens Flexíveis
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do produto. A embalagem também deve oferecer proteção contra a perda de aromas
e absorção de odores estranhos do ambiente no qual o alimento está inserido.
No Quadro 4.2 são apresentados alguns exemplos de estruturas utilizadas
pelo mercado brasileiro para o acondicionamento de misturas secas. Nestas
estruturas, o polietileno serve como selante e adesivo e oferece barreira à
umidade. O PET na camada externa confere rigidez e resistência mecânica à
estrutura. O BOPP confere barreira ao vapor d’água. Quando metalizados, o PET
e o BOPP têm suas propriedades de barreira melhoradas e conferem ao produto
proteção contra a luz. A folha de alumínio é recomendada quando a barreira ao
vapor d’água, ao oxigênio e aos aromas fornecida pelo BOPP ou PET metalizados
não é suficiente para garantir a vida-útil do produto.
As misturas para bolo, gelatina, pudim, quindim e maria-mole são
geralmente comercializados em embalagens flexíveis, colocadas em cartuchos
colados. O cartucho confere resistência mecânica à embalagem e barreira à luz.
QUADRO 4.2.
Estruturas utilizadas para misturas secas.
Produto
Estrutura
Espessura total (
m)
Misturas para bolos
PE
PET/PE
PETmet/PE
35 – 50
Achocolatado
BOPP/PE/Al/PE
80 – 90
Sobremesas com baixo
teor de gordura
Papel/PE
PET/imp/PET/PE
PET/PE
PET/PE/Al/PE
55 – 70
Refresco em pó
PET/Al/PE
PET/PE/Al/PE
BOPP/BOPPmet/PE
Papel/PE/Al/PE
60 – 75
Sobremesas com alto
teor de gordura
PET/Al/PE
PETmet/PE
BOPP coex
BOPP coex perolizado
50 – 100
Mistura para pão de
queijo
BOPPmet/PE
PETmet/PE
65 – 80
Fonte: Banco de dados CETEA, 1999
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