5. Produtos de Panificação
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baixas, e isto é difícil de ser alcançado em equipamentos do tipo
flow pack
, que
retira o O
2
do ar por diluição. Este processo só é eficiente em equipamentos que
injetam a atmosfera desejada. Além disso, o ar residual que encontra-se no
próprio produto pode ser liberado gradualmente, alterando a composição gasosa
do espaço-livre da embalagem, o que favorece o desenvolvimento microbiológico
e a maior velocidade de perda de qualidade do alimento.
É muito difícil reduzir o conteúdo de oxigênio para um nível bem baixo em
embalagens de produtos de panificação. O interior poroso destes produtos tendem
a aprisionar o O
2
de um modo que ele não interage facilmente com o gás que está
entrando na embalagem. Absorvedores de oxigênio na forma de saches contendo
sais de ferro, que rapidamente reagem com o oxigênio, têm sido usados para este
propósito (ROBERTSON, 1992).
O gás introduzido na embalagem pode ser composto por CO
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puro, que
tem ação fungiostática e bacteriostática, ou em misturas com N
2
, para retardar a
deterioração por fungos e bactérias de produtos de panificação à temperatura
ambiente, sendo mais eficaz do que o N
2
puro, pois combina anaerobiose com
ação antimicrobiana. As misturas têm sido utilizadas para prevenir o vácuo parcial
que se forma dentro da embalagem, quando o CO
2
se dissolve no produto e
permeia pela embalagem, porém, pode-se utilizar CO
2
puro se a embalagem
apresentar alta barreira a gases.
A aplicação de CO
2
puro ou de misturas com alto teor de CO
2
em produtos com
alto teor de umidade e/ou gordura, pode acarretar alterações de sabor. Se o produto é
consumido diretamente a partir da embalagem, o consumidor pode sentir um sabor
ácido. Quando a embalagem é aberta e o produto é exposto ao ar, o sabor ácido pode
desaparecer rapidamente nos produtos úmidos, com baixo teor de gordura
(SARANTÓPOULOS
et al.
, 1996).
As relações de CO
2
:O
2
comumente usadas são de 3:1 a 1:1. Absorvedores de
oxigênio e emissores de etanol também podem ser usados em combinação com a
atmosfera modificada no acondicionamento de produtos de panificação,
principalmente para produtos muito porosos. A composição gasosa ideal para
produtos de panificação, de uma forma geral, seria em torno de 90% de CO
2
e menos
de 2% de O
2
(PAINE, PAINE, 1983; SARANTÓPOULOS
et al.
, 1996).
Embora os produtos com atividade de água mais elevada favoreçam a
ação do CO
2
, neles cresce uma flora microbiana mais resistente ao CO
2
do que
aquela que se desenvolve em produtos de panificação de atividade de água
menor. O acondicionamento em atmosfera modificada não aumenta a vida-útil de
todos os produtos de panificação, mas apenas daqueles cuja estabilidade
microbiológica seja o parâmetro crítico de qualidade.
Bolos com atividade de água menor que 0,85 apresentam um aumento de
200% ou mais na vida-útil em atmosferas com mais de 50% de CO
2
, mesmo com
certa perda de CO
2
através da embalagem. As espécies de fungo presentes no
alimento são mais afetadas pela atividade fungiostática do CO
2
do que pela
própria atividade de água dos produtos. Contudo, a sensibilidade dos
microrganismos ao CO
2
varia, visto que há diferenças na flora microbiana
deteriorante dos diversos produtos de panificação (SEILER
apud
SARANTÓPOULOS
et al.
, 1996). Em produtos com atividade de água elevada,