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Instituto de Tecnologia de Alimentos

Notícia
II Seminário de Contaminantes em Alimentos
Centro de Química aborda diferentes aspectos da área, com ênfase em temas atuais

Postado em 21/07/2006 00:00:00

A idéia de sofrer alguma contaminação por alimentos acompanha há tempos um grande número de consumidores. Assim, palavras como pesticida, salmonela, contaminações microbiológicas e micotoxina fazem parte do vocabulário dos mais atentos à qualidade dos alimentos consumidos. Mesmo com o crescimento da preocupação em torno da contaminação em alimentos, a atenção da população e da mídia se concentra apenas em alguns tipos, enquanto outros, com efeitos que podem ser até mais graves, acabam atraindo pouca atenção. E é nestes compostos que o II Seminário de Contaminantes em Alimentos, que será realizado pelo Centro de Química do ITAL, no dia 26 de julho, se concentra. #Uma das coordenadoras do evento, ao lado do pesquisador Marcelo Antônio Morgano, Regina Prado Zanes Furlani conta a razão da escolha deste enfoque para o Seminário. “O que a gente pensou foi chamar os profissionais que estivessem envolvidos com a parte de contaminação para temas centrais que não estavam sendo tão explorados. Coisas que não estavam sendo tão abordadas em congressos e simpósios na parte de contaminantes”, afirma. Assim, compostos como acrilamida, bifenilos policlorados (PCBs) e hidrocarbonatos policíclicos aromáticos (HPAs), ganham destaque no Seminário. Embora soem desconhecidos, eles podem estar presentes em alimentos consumidos comumente pela população. A acrilamida, por exemplo, por poder ser formada na junção entre carboidrato, aminoácidos e gordura, submetidos à altas temperaturas, pode estar presente na batata frita. E os HPAs, formados pela queima incompleta de matéria orgânica, podem estar presentes em diversos alimentos, como óleos vegetais, açúcar, café e churrasco, em níveis distintos. A menor atenção dada a estes compostos não está, portanto, ligada à sua raridade ou à não gravidade de seus efeitos, já que alguns deles são carcinogênicos e teratogênicos. Regina e Morgano enumeram duas razões para o relativo desinteresse: os efeitos destes contaminantes aparecem em longo prazo, enquanto os de contaminações microbiológicas são quase imediatos; e a menor quantidade de pesquisas sobre estes compostos realizadas no País. #Além destes compostos menos abordados, o Seminário não vai deixar de tratar de alguns problemas já bastante discutidos e centrais quando se fala em contaminantes em alimentos: os pesticidas, os ácidos trans e as matérias estranhas. A idéia é, segundo Morgano, abordar de maneira ampla a área de contaminantes em alimentos. Regina conta que os participantes irão sair do evento com uma ampla visão da contaminação pelos compostos abordados, verificando se realmente há a contaminação no País, se é um risco e como os processos podem ser melhorados para evitá-las. “Os palestrantes vão trazer dados que este público possa levar para as empresas para ver onde eles podem mexer para melhorar”, conclui. Para cumprir este objetivo, o programa inclui palestras sobre legislação e avaliação toxicológica, monitoramento de resíduos de pesticidas em vegetais, acrilamida em alimentos, atualidades em ácidos graxos trans, ocorrência de HPAs em alimentos, meio ambiente e bifenilas policloradas e matérias estranhas em alimentos. Para visualizar o folder do seminário clique aqui Material produzido pela Assessoria de Comunicação Foto: Antônio Carriero Mais informações: 19.3743.1757