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ITAL no PROAFRICA
Pesquisadores do ITAL vão para Moçambique fazer diagnóstico e propor caminhos para a produção agrícola

Postado em 19/05/2006 00:00:00

O Ministério da Ciência e Tecnologia iniciou, em 2004, um programa de cooperação que começa a dar bons frutos. Literalmente. O Programa de Cooperação Temática em Matéria de Ciência e Tecnologia (PROAFRICA), cujo objetivo é fortalecer a cooperação científica e tecnológica entre países africanos que falam a língua portuguesa e o Brasil levou, entre os dias 17 de abril e 2 de maio, sua primeira delegação para Moçambique. E dela faziam parte dois pesquisadores do ITAL, José Maria Sigrist e Márcia Soler, ambos do Grupo de Engenharia de Pós-Colheita (GEPC). A ida é, também, um desdobramento da visita ao Brasil do ministro da Ciência e Tecnologia de Moçambique, Venâncio Simão Massingue, realizada em 2005. Na ocasião, ele visitou instituições de ensino e institutos de pesquisa, inclusive o ITAL. #A primeira visita de Márcia e Sigrist ao país teve o intuito central de traçar um diagnóstico da cadeia agroindustrial moçambicana de modo a detectar as primeiras medidas a serem tomadas. Estas medidas devem ir ao encontro do objetivo de Massingue de começar novos núcleos de industrialização em regiões pré-definidas e, assim, estimular a produção comercial de alimentos no país, que até agora se caracteriza pela agricultura familiar de subsistência e pela importação de produtos da África do Sul. Márcia conta que a intenção é dar um início para incentivar os demais produtores. “Ele [o Ministro] quer, independente das condições, começar uma indústria para movimentar e incentivar a produção”, conta. #Na fase de diagnóstico, Márcia e Sigrist procuraram ter uma visão ampla do cenário. “Eu não queria visitar só Casa de Agricultura [unidades do Ministério da Agricultura em diversas regiões], eu queria visitar o produtor, o distribuidor, o mercado... Nós fizemos o levantamento da cadeia toda e apresentamos em relatório para o Ministro”, lembra. E diversos problemas foram identificados. “As regiões que nós fomos visitar são produtoras, mas com muitos problemas na produção. Desde a seleção de sementes até a distribuição e comercialização”, conta Márcia. O primeiro objetivo específico que será buscado, depois da visita, é a implantação de uma microempresa produtora de tomate. Os pesquisadores buscam, assim, parcerias também com outros Centros do ITAL para definir uma variedade de cultivo, implantar um processo de seleção e cuidados de pós-colheita. Quanto às metas mais amplas, a busca será pela instalação de unidades de processamento em três regiões (Chókwè, Chimoio e Lichinga); a definição dos produtos que serão processados com base nos hábitos alimentares da população local; a implantação de boas práticas agrícolas, de manuseio e comercialização; e políticas públicas que procurem incentivar a produção e comercialização. #Márcia, consciente das dificuldades, aposta no projeto. “O grau de dificuldade é grande, mas tem uma mobilização tanto deles quanto de quem está dando assessoria”, afirma. E ela acredita, ainda, que o Brasil é uma ótima escolha para dar esta assessoria. “O Brasil já passou por situações muito semelhantes, então fica muito mais fácil para nós vermos soluções simples para o problema do que para um país superdesenvolvido, que só trabalha com alta tecnologia”, conclui. Material produzido pela Assessoria de Comunicação Foto: Antônio Carriero Mais informações: 19.3743.1757

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