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O cafezinho de qualidade e “roupa” nova
Embalagem desenvolvida por pesquisadora do ITAL ganha em praticidade e na conservação do produto

Postado em 16/05/2006 00:00:00

#A pesquisadora do ITAL, Valéria Delgado de Almeida dos Anjos, desenvolveu em seu doutorado junto ao Departamento de Tecnologia da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp, uma nova embalagem para o nosso velho conhecido café. Mas isso não significa que ele apenas está de “roupa nova”. As embalagens são menores, com 50 gramas de pó, e capazes de melhorar de três a quatro vezes a conservação do produto, mantendo suas características de aroma e sabor, além de possibilitar maior praticidade no preparo. Essas vantagens são possíveis em parte graças à utilização de todo o conteúdo da embalagem a cada preparo. Desenvolvido em pesquisa realizada no ITAL em convênio com a Empresa de Pesquisa Agropecuária – Embrapa/ Consórcio nacional de Pesquisa em Café, o novo sistema, que prevê o acondicionamento do café torrado e moído em blocos de 50 gramas, obtidos por prensagem e acondicionado em atmosfera normal ou sob vácuo, obteve grande aceitação do público pesquisado e despertou o interesse do mercado. #Valéria explica que as embalagens contendo uma quantidade menor – as disponíveis no mercado hoje têm entre 250 e 500 gramas – são suficientes para preparar meio litro de café. Assim, as necessidades do dia estariam satisfeitas sem que o pó seja guardado depois de aberto, o que deixa a porta aberta também para sua degradação. Hábitos mantidos Segundo Valéria, a mudança mais significativa está realmente na embalagem. A produção continua basicamente a mesma - tendo apenas a necessidade de adequar a linha de processos para o tamanho da embalagem - assim como o preparo. Não modificar o costume de preparo foi, inclusive, uma das preocupações de Valéria. “Essa quantidade de café, esse modo de preparo, não modifica em nada o hábito do brasileiro: continua sendo no coador, continua sendo numa cafeteira”, diz. Aceitação Durante a realização da pesquisa, foram ouvidas 58 famílias de Campinas. Valéria conta que esta amostragem permitiu ter uma idéia da aceitação dos consumidores brasileiros. “As famílias responderam questionário de perfil sócio-econômico e em relação ao produto: segurança, praticidade, custo, se compraria... O perfil das famílias é o perfil do brasileiro, nós trabalhamos com a classe majoritária. E houve uma grande aceitação. Como demos espaço para observações, muitas pessoas quiseram saber quando ia sair no mercado, disseram que querem o produto...”, conta. A aceitação do produto na ocasião foi de 96%. O mercado se mostrou igualmente interessado. A unitização de embalagens dos produtos se mostra uma tendência e já pode ser observada, por exemplo, em café solúvel e capuccinos. Valéria foi convidada a apresentar seu trabalho no Encontro Nacional de Café, promovido pela Associação Brasileira das Indústrias de Café (ABIC), onde pôde perceber o interesse das indústrias. Enquanto isso... Enquanto as adequações nas linhas de produção não são feitas e o produto não chega ao mercado, a conhecida fórmula de guardar o pó de café em recipiente fechado na geladeira ajuda a conservar seu aroma e sabor. “Mas a degradação do produto começa no momento em que a embalagem é aberta e o café entra em contato com o ar”, adverte Valéria. A qualidade do café comprado também deve ser observada. Um dos instrumentos para isso é o selo de certificação da ABIC, que garante que o café passou por um controle de qualidade. O ITAL possui, inclusive, um dos laboratórios que participam deste processo. Material produzido pela Assessoria de Comunicação Foto: Antônio Carriero Mais informações: 19.3743.1757

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