saopaulo.sp.gov.br
Instituto de Tecnologia de Alimentos

Notícia
Tecnologia para beber
Variedade de bebidas à base de frutas faz com que nem tudo o que os consumidores chamam de suco realmente seja

Postado em 27/06/2006 00:00:00

Em um país tropical como o Brasil, com abundância de quantidade e variedade de frutas, nada mais comum do que o hábito de tomar um suco. Mas, como tantos produtos alimentícios, ele também se transformou com o passar dos anos e, hoje, nem tudo o que achamos que é suco poderia ser classificado como tal. #Com a busca cada vez maior pela praticidade, que a indústria acompanhou com o desenvolvimento de novos processos e produtos, passou-se a consumir tipos distintos de bebidas à base de frutas, muitas vezes sob a classificação erronia de suco. Suco, na verdade, é somente o produto natural, obtido integralmente da fruta. Mas, nas prateleiras dos supermercados, é possível encontrar ainda: - Suco concentrado: obtido pela retirada parcial da água contida no suco por meio da evaporação - Néctar: mistura de açúcar, água e uma parte de suco ou polpa de fruta (precisa ter entre 50 e 40% de polpa ou suco) - Refresco: possui no mínimo 10% da polpa da fruta ou do suco. É aproximadamente o que contém, por exemplo, algumas bebidas em pó. Segundo o pesquisador do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Frutas e Hortaliças (Fruthotec), Rogério Perujo Tocchini, o mercado que ganha cada vez mais destaque é o de néctar. “Esses produtos prontos para beber estão tomando conta”, afirma. Pesquisas A chegada a uma oferta de bebidas à base de frutas tão diversificada, que faz com que o consumidor tenha dificuldades de identificar o que pode ser chamado de suco, foi acompanhada de pesquisas envolvendo o produto. E elas continuam sendo feitas. Tocchini enumera algumas tendências, principalmente envolvendo as grandes empresas: sucos de frutas orgânicas, produtos nutracêuticos (com adição de vitaminas, por exemplo), melhoria no processo de conservação e processos de melhor aproveitamento de resíduos. Há, ainda, uma preocupação com a redução de perda no campo, através da busca de uma fruta de melhor qualidade e produtividade. No ITAL, os trabalhos desenvolvidos sobre o tema têm girado, principalmente, em torno da adequação de produtos para a exportação e de sucos orgânicos, feitos a partir de frutas orgânicas e com todas as demais especificações que a classificação implica. Por um consumidor bem informado Para que o consumidor faça uma opção consciente entre as diferentes bebidas à base de frutas, Tocchini aconselha que um olhar mais atento aos rótulos é a melhor opção. Há uma classificação regulamentada e fiscalizada pela Anvisa e pelo Ministério da Agricultura, e que pode ser observada através da rotulagem do produto. Ainda em relação à legislação e fiscalização, Tocchini afirma que ainda há muita coisa a ser pensada e modificada, mas que, nos últimos vinte anos o consumidor teve alguns motivos para comemorar. “As indústrias hoje estão melhores, têm mais consciência”, diz. E identifica como fatores que contribuíram para esta melhora o Código de Defesa do Consumidor, os órgãos de fiscalização e os sistemas de certificação. Material produzido pela Assessoria de Comunicação Foto: Antônio Carriero Mais informações: 19.3743.1757

Notícias Relacionadas

Notícia
25/09/2020 08:27:21
Análise
Covid-19 e embalagem: Ital aponta reflexos da pandemia em sustentabilidade e tendências no mercado


Ital na Mídia
24/09/2020 20:38:33
Indústria de Laticínios
Ciência e Tecnologia | Tecnolat - Um olhar da ciência para o leite


Notícia
23/09/2020 18:10:16
Inovação
Acordo do Ital com a BioinFood permite instalação da startup no instituto


Ital na Mídia
24/09/2020 20:56:08
Óleos & Gorduras
Clean label desponta como tendência


Ital na Mídia
24/09/2020 20:17:38
Indústria de Laticínios
Reclassificação dos lactobacilos: o exemplo do Lacticaseibacillus casei